domingo, 28 de abril de 2013

O EDUCADOR E O LUDICO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA






      A educação especial, para ser efetivamente válida precisa partir de um ambiente agradável, lúdico, prazeroso, colaborando para uma aprendizagem mais ativa, atraente para o aluno, e que, sobretudo promova, através de jogos, possibilidades de aprendizagem e interação.
    Cury (2003), em suas considerações em torno da educação, afirma que “Bons professores possuem metodologia, professores fascinantes possuem sensibilidade”.    Não adianta ser só didático, trabalhar jogos de cunho pedagógico precisa-se ir muito além das teorias, até porque os jovens de hoje, dentro de um mundo globalizado, onde a informação vem, praticamente, de forma instantânea, não pensam da mesma forma que os do passado, ou seja, o tempo todo ocorre um processamento intenso de dados e informações e isso não é diferenciado no aluno com deficiência.
      Informar os professores que trabalham em salas de ensino especializado, para uma plena e inteira introdução do lúdico é, sem dúvida, a meta fundamental dessa pesquisa, e por sinal, a tarefa mais difícil,pois, o sentido real da educação lúdica estará garantindo se esse mesmo professor está preparado para realizá-la. 
     Consequentemente o professor, que está na sala de aula de ensino espec ializado, foi formado numa escola onde não havia oportunidades e novas ideias, de fazer diferente, teve que se despir de suas experiências vividas, pois não foram concebidas como um saber significativo. Sempre atuou como espectador recebendo e aceitando conhecimento, sem jamais participar da sua construção, sem poder questionar ou argumentar. Sua visão foi fragmentada, sua leitura crítica abafada, sua individualidade negada, sua imaginação e criatividade tolhidas, seu conhecimento padronizado e estático.

    Paulo Freire faz uma crítica a essa educação dominadora que é contrária ao diálogo quando diz:

O educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa; os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos se acomodam a ele; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos. (Freire, 1983, p.68).

     É muito importante que esse profissional não se atire a uma prática com insegurança ou desconhecimento, já que a educação especial é uma tarefa difícil e ardua. É necessário que invista na sua própria formação, lendo, conversando, pesquisando, recriando e buscando sempre alternativas variadas, pois, quanto mais conhecimento tiver sobre o lúdico e sobre as deficiências , mais segurança terá na aplicação e execução do trabalho.
    O desafio de prender a atenção do aluno, que vive rodeado pela mídia e uma variedade de recursos tecnológicos, sem perder o foco que é a aprendizagem, exige do professor uma profunda reflexão sobre sua prática. Esse ofício sempre foi muito complexo, pois além de trabalhar com alguns saberes, como no passado, tem que conviver com os avanços tecnológicos e a complexidade social atual. Vive-se um contexto onde o aluno, inserido numa sala de aula com quatro paredes, quadro, giz, carteiras dispostas uma atrás da outra, não aceita mais aquela aula em que o professor fala e ele escuta.
    Esse profissional, que é produto de uma educação dominadora, muitas vezes acredita que está pronto, acabado, que domina muito bem os conteúdos necessários para dar suas aulas com sucesso, sem perceber que o foco não é o conteúdo, mas o aluno. Não tem plena consciência que dá aos alunos respostas prontas, sem problematizar o conteúdo, sem criar situações que promovam a reflexão, sem permitir uma troca entre os colegas e o próprio professor. Não permite ao aluno interagir, colaborar, dirigir suas ações e sair da posição de espectador assumindo o papel de protagonista do seu processo de construção do conhecimento.
Já dizia Almeida (1990, p. 42) sobre o educador despreparado quando ele coloca:


“Sabemos que pelas próprias circunstâncias do mundo eletrizado em que vivem as crianças e jovens, não se pode querer orientá-los com significação se não houver preparo para isso. Não adianta criticar a televisão e as suas programações, sem propor alternativas de superação; não basta criticar a pedagogia dos brinquedos e dos jogos eletrônicos se não houver um conhecimento profundo desses objetos e das condições para utilizá-los corretamente; não adianta apenas criticar os pais que já não brincam mais com seus filhos, se não oferecemos uma consciência e condições para os problemas das escolas, como evasão, repetência, desinteresse, falta de relacionamento, dominação, autoritarismo, se não apresentarmos propostas de mudanças reais e convincentes”.

   Segundo Antunes (2001), o professor do século XXI precisa se adequar às transformações tecnológicas, adquirindo novas competências e habilidades para que possa não só ensinar como também “aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser”.
    Com uma formação lúdica o professor terá oportunidade de se conhecer, de   saber quais são suas potencialidades, limitações, desenvolverá seu senso crítico, terá atitude de pesquisador. Por isso a necessidade de formar professores capazes de compreender os benefícios da ludicidade na sua formação pessoal e  profissional, considerando que não é uma atividade complementar as outras, mas sim uma atividade que auxilia na construção da identidade e da personalidade. Com a ludicidade se aprende a lidar e equilibrar as emoções, a criar um ambiente prazeroso estimulando a aprendizagem.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Atividade Desenvolvida com os Alunos do Educacional Especializado II na APAE-LEM


Esta atividade foi trabalhada com todos os alunos da turma. Primeiramente o projeto anual da escola era sobre alimentação, este projeto foi trabalhado durante todo o ano. Os alunos do EEEII tiveram várias etapas neste projeto, desde visitas a hortas, experimentações de alimentos e identificação dos mesmos. Esta atividade exposta nesta postagem foi uma das trabalhadas, ela é uma espécie de pirâmide alimentar, e eles irão identificar e colorir os alimentos que conhecem e depois conhecer os benefícios dos mesmos. Parece uma tarefa simples, mas alguns alunos ficaram supresos sobre os beneficios de alguns alimentos que eles nao gostavam de comer e por incrivel que pareça passaram a comê-los tanto em casa como na escola. Sugiro também conhecer os alimentos pelo computador, uma busca, seria muito interessante, nao temos em nossa instituição uma sala de informatica o que dificulta estas inovações e propostas.

Projeto Saúde no Pedal em Luis Eduardo Magalhães - Ba

Reflexão Sobre os Desafios da Educação Inclusiva e a Formação do Professor.



As transfor                 

                               
           As mudanças que vêm ocorrendo na contemporaneidade colocam o homem diante de um cenário múltiplo de questionamento perante as mudanças que atingiram proporções e dimensões que ainda tentamos explicar e compreender. Este impacto se traduz numa crescente crise de valores, exigindo que posições e opiniões anteriormente imutáveis sejam revistas. Há uma necessidade de aprender, de descobrir e de, principalmente, desenvolver uma sensibilidade adequada a estes novos tempos. Os profissionais da educação, juntamente com a escola, devem aprender a conviver com as buscas, a sensibilidade, a ação prudencial e sábia de um sujeito capaz de respostas emergentes, entendendo a condição técnica, política e ética de sua função.
Nas escolas, o professor tem de desempenhar múltiplas tarefas para o desenvolvimento integral das crianças. Além do dia-a-dia normal, é da sua responsabilidade para lidar com crianças com necessidades especiais efetivamente em sala de aula, bem como fora da sala de aula. Eles apresentam algumas características especiais, que podem ser diferentes de suas contrapartes normais.
          A formação de professores que vivenciam a inclusão em seu meio precisa se enquadrar na atual dinâmica social, pois ela determina um desenvolvimento profissional diferenciado e pluriforme ao exercício das profissões, na qual se sintetizam e generalizam a abertura para competências comunicativas e habilidades cognitivas e instrumentais. A necessidano de vigente de capacitação profissional e adequação ao seu meio edifica-se no arcabouço estruturante do ensino. 

         Atualmente, o    professor que trabalha com educação especial inclusiva deve ser em primeiro lugar, bom professor, qualificado, dono de um saber reconhecido socialmente, e competente no seu métier. Além disso, há de ser também um profissional voltado para as práticas sociais vigentes, dotado de uma consciência lúcida de sua realidade histórica e dos problemas dela emergentes. Somente dessa maneira poderá contribuir para a diminuição da segregação e da exclusão dos diferentes pela sociedade capitalista moderna.